Uso de plasma convalescente apresenta resultados positivos em Umuarama e Goioerê

Dez pacientes receberam o tratamento com plasma até agora, sendo seis em Goioerê e quatro em Umuarama.

Por Programa do Tatu

24 de agosto de 2020, 15h30

Aplicação do Protocolo de Plasma em paciente internado na UTI da Santa Casa de Goioerê / SAMUTI – Serviço de Ações em Medicina de Urgência e Terapia Intensiva / Autorizada pelo paciente

A equipe médica do SAMUTI – Serviço de Ações em Medicina de Urgência e Terapia Intensiva divulgou no início da tarde desta segunda-feira (24), dados sobre o uso do Protocolo de Plasma Convalescente no tratamento de pacientes graves de Covid-19 nos hospitais Santa Casa Maria Antonieta de Goioerê e Hospital Cemil de Umuarama, iniciado na última quinta-feira (19).

Dez pacientes receberam o tratamento com plasma até agora, sendo seis em Goioerê e quatro em Umuarama.

“Os quatro pacientes de Goioerê que foram tratados logo no início dos sintomas, apresentaram respostas positivas e nenhum precisou ser entubado. Os outros dois, ambos internados há mais de 20 dias antes do início do tratamento, estavam fora da melhor janela terapêutica. Os dados que estamos obtendo são semelhantes aos demonstrados em estudos clínicos, onde os melhores resultados são aqueles em que o uso do Plasma ocorre após até três dias de diagnóstico da doença”, explica o médico intensivista do SAMUTI, Dr. Jackson Erasmo Fuck.

Aplicação do Protocolo de Plasma em paciente internado na UTI da Santa Casa de Goioerê / SAMUTI – Serviço de Ações em Medicina de Urgência e Terapia Intensiva / Autorizada pelo paciente

Um dos pacientes de Umuarama recebeu alta da UTI nesta segunda. Os outros três apresentaram melhoras consideráveis no quadro de saúde e permanecem sob cuidados intensivos. Um quinto paciente, também de Umuarama, está iniciando o tratamento com plasma ainda hoje.

Segundo os especialistas, o mecanismo da doença é complexo e afeta diversos órgãos como rins, cérebro, fígado, coração e não só no pulmão.

“O uso do plasma nos pacientes mais graves tem o objetivo de matar o vírus, que pode continuar se multiplicando durante a evolução da doença e agravar o quadro. Os anticorpos presentes no plasma matam então o vírus ativo, barrando essa evolução”, explica o Dr. Jackson.