Projeto arrecada quase 200 quilos de pilhas e baterias usadas em Umuarama

O material foi entregue à cooperativa pela chefe da Divisão de Controle Ambiental, Fernanda Periard Mantovani, nesta quarta-feira (12) e agora será enviado para Maringá, sede do Instituto Sicoob, que encaminhará para empresas que fazem reaproveitamento de vários componentes.

Por Programa do Tatu

13 de janeiro de 2022, 14h27

Cada vez mais as pessoas estão assimilando a importância de dar a destinação correta às pilhas e baterias usadas, sem descartá-las no lixo comum. Uma prova disso é a campanha ‘Papa-Pilha’, realizada em parceria entre a Diretoria de Meio Ambiente da Prefeitura de Umuarama e o Sicoob, que acaba de recolher 185,8 quilos desses produtos.

O material foi entregue à cooperativa pela chefe da Divisão de Controle Ambiental, Fernanda Periard Mantovani, nesta quarta-feira (12) e agora será enviado para Maringá, sede do Instituto Sicoob, que encaminhará para empresas que fazem reaproveitamento de vários componentes. “É muito importante ver que, a cada ano, conseguimos aumentar a quantidade de materiais arrecadados. Além de retirarmos do meio ambiente um produto que contém metais pesados, e ainda contribuímos com o Instituto Sicoob, que investe em projetos de educação ambiental de milhares de crianças”, comenta Fernanda.

Ela destaca ainda que dentro de mais alguns meses uma nova remessa de pilhas e baterias será repassada à cooperativa, já que as entregues nesta quarta-feira foram só as recolhidas na sede da Prefeitura. “Temos papa-pilhas espalhados por diversos setores da Prefeitura e as pessoas vão depositando os dispositivos. Temos também pontos de coleta em todas as unidades básicas de saúde (UBSs) e nas escolas municipais. Nesses locais nós não fizemos a retirada dos materiais, então já podemos garantir que a próxima etapa será um sucesso”, comentou.

Desde o início do projeto, há pouco mais de dois anos, o Papa-Pilha já repassou pelo menos meia tonelada de materiais. “O descarte incorreto de pilhas e baterias usadas pode ter como consequência a contaminação do solo e do lençol freático. Esses dispositivos são muito eficientes durante sua vida útil, mas depois que não funcionam mais, se tornam um problema sério, pois são compostos de metais pesados, como o chumbo, mercúrio, níquel e cádmio, e além da contaminação do ambiente podem causar doenças renais, alguns tipos de câncer e problemas ao sistema nervoso central”, observou Fernanda.

Adriel Martins, Pessoa de Apoio Estratégico (PAE) do Sicoob, relata que o Instituto conta com uma central de recebimento em São Paulo e de lá o material será enviado para um aterro com tratamento químico especializado. “A parte metálica e alguns componentes podem ser reciclados, com processos específicos. Já os materiais contaminantes são separados e recebem tratamento apropriado em outra empresa de São Paulo, para não contaminar o meio ambiente”, detalhou.