Ponte da Amizade seguirá fechada, afirma ministro da Saúde do Paraguai

A passagem da fronteira entre Ciudad del Este (Paraguai) e Foz do Iguaçu (Brasil) permanecerá fechada e não há data para sua reabertura, disse na segunda-feira (20) o ministro da Saúde do Paraguai, Julio Mazzoleni

Por Programa do Tatu

21 de julho de 2020, 14h33

Foto: La Clave

A passagem da fronteira entre Ciudad del Este (Paraguai) e Foz do Iguaçu (Brasil) permanecerá fechada e não há data para sua reabertura, disse na segunda-feira (20) o ministro da Saúde, Julio Mazzoleni. Tudo depende de como a pandemia do Covid-19 ocorre no Brasil. Ele disse que discutiu a questão com o governador do departamento do Alto Paraná, Roberto González Vaesken, para trabalhar em uma tabela técnica e preparar um protocolo.

No momento, não há condições sanitárias para permitir a passagem da fronteira. No entanto, o Ministro da Saúde apontou que seria importante avançar no desenvolvimento de um protocolo a ser implementado nas duas margens do rio Paraná. “Não vejo a abertura da fronteira em um futuro tão imediato, mas também não estou muito longe”, disse Mazzoleni, chefe do Ministério da Saúde.

O ministro afirmou que conversou com o governador Roberto González para trabalhar em uma tabela técnica e concordar com um protocolo. “Estávamos conversando com o governador sobre a importância de estabelecer uma mesa de trabalho com os prefeitos, para que tenhamos tudo em harmonia com as medidas sanitárias, iguais de um lado e do outro, para que, quando chegar o momento certo, estaremos prontos para poder abrir o mais rápido possível”.

Em outro momento, ele expressou sua preocupação com as constantes multidões de pessoas nas manifestações que ocorrem constantemente em Ciudad del Este. “Acredito que críticas, manifestações fazem parte da democracia, é muito saudável, o que não precisa ser, não importa o quanto critiquemos uma autoridade ou nossas demandas, isso não pode nos fazer esquecer que no final do dia o vírus não se importa se a sua luta é real ou não, se a sua crítica é válida ou não”.

Complexo

Por sua parte, o Dr. Carlos Pallarolas, pneumologista do Hospital Regional de Ciudad del Este e membro da equipe de trabalho da Décima Região de Saúde para conter o avanço da Covid-19, indicou que a situação neste momento é complexa.

“Ainda é muito difícil pensar sobre isso, mas há uma conversa com o pessoal da Câmara de Comércio e da empresa. Conversamos com eles sobre um protocolo que foi apresentado ao Ministério da Indústria e Comércio, ao Interior e, é claro, ao Ministério da Saúde. Participamos com o Dr. Kunzle (Hugo) na elaboração deste protocolo”, destacou.

“É um protocolo bastante complicado, não é fácil cumpri-lo, mas a ideia é se preparar para que, quando chegar a hora, quando o Brasil começar a diminuir sua curva epidemiológica, possamos pensar em diálogo, que não nos surpreendamos com essa situação”.

Sem condições

Ele insistiu que, neste momento, não há condições sanitárias para abrir a Ponte da Amizade. “A taxa de transmissão comunitária em Foz e nas cidades vizinhas é muito maior do que a nossa. Fala-se em 70% da transmissão comunitária “, afirmou.

Ele disse que em casos em Ciudad del Este, de 2 a 4 casos não têm ligação. “É claro que sempre é um alerta, mas é diferente quando você tem 80 casos positivos e 70% não tem conexão, então a situação muda lá. A ideia é não chegar lá, que a transmissão aqui seja gradual e gradual, e é por isso que precisamos esperar. ”

Ele insistiu que, quando a curva começar a diminuir no país vizinho, “isso nos dará luz para que possamos começar a treinar para a abertura da ponte; Isso levaria, honestamente, cerca de dois a três meses. Enfim, entendo que já existe uma abertura para pequenos transportes”.

 

Fonte: Portal da Cidade com La Clave