Policial que matou guarda tem alta adiada e deve ser preso na próxima semana

O policial é réu por ter matado o guarda municipal Marcelo Arruda enquanto ele comemorava o aniversário em Foz do Iguaçu, no dia 9 de julho. Assim, a transferência de Guaranho para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, deve ser feita na próxima semana.

Por Programa do Tatu

5 de agosto de 2022, 13h57

Foto: Reprodução/Redes sociais

A alta hospitalar do policial penal Jorge Guaranho, prevista para esta sexta-feira (5), foi adiada. O policial é réu por ter matado o guarda municipal Marcelo Arruda enquanto ele comemorava o aniversário em Foz do Iguaçu, no dia 9 de julho. Assim, a transferência de Guaranho para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, deve ser feita na próxima semana.

Quando foi atingido, Marcelo revidou os tiros e atingiu Guaranho na cabeça. O policial penal chegou a ficar 9 dias na UTI em estado grave no Hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz.

A médica que acompanha Guaranho pediu novos exames, que devem ficar prontos nos próximos dias. Assim que sair do hospital, o policial deve ser transferido para o Complexo Médico Penal, já que teve a prisão domiciliar negada pela Justiça nesta quinta-feira (4).

Jorge Guaranho responde pelo crime de homicídio duplamente qualificado.

Relembre o caso

No dia 9 de julho, o guarda municipal Marcelo Arruda morreu após levar dois tiros na própria festa de aniversário em que comemorava 50 anos, em Foz do Iguaçu, região Oeste do Paraná. A decoração da festa envolvia o apoio da vítima, que era tesoureiro do PT, ao ex-pressidente Lula.

O guarda comemorava o aniversário na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu (Aresfi). Cerca de 40 pessoas, entre amigos e familiares, estavam no local.Testemunhas disseram que, em determinado momento, o agente penitenciário Jorge José da Rocha Guaranho, desconhecido por todos no local, estacionou o veículo em frente a comemoração, desceu com a arma na mão e se manifestou politicamente, contra Arruda. Nesse momento, Jorge estava acompanhado de uma mulher e uma criança de colo.

Algumas pessoas presentes na festa teriam expulsado o homem e atirado objetos no carro dele. O agente foi embora e voltou sozinho cerca de 20 minutos depois. Ao entrar no local, ele efetuou dois disparos, atingindo Marcelo. Também armado, o guarda municipal revidou e disparou contra o agente, acertando um tiro na cabeça.

A esposa de Marcelo é da Polícia Civil. Segundo as informações das testemunhas, quando Jorge chegou ao local, ela e Marcelo se identificaram e mostraram os distintivos.

Os dois foram socorridos. Marcelo não resistiu aos ferimentos e morreu, enquanto Guaranho foi levao ao hospital.