Polícia prende ex-gerente do Banco do Brasil durante operação em Umuarama

Wanderley Mastelari, ex-gerente do Banco do Brasil, foi preso em Umuarama. Operação policial desmantelou associação criminosa suspeita de desviar mais de R$ 13 milhões do Banco do Brasil

Por Programa do Tatu

14 de julho de 2020, 13h59

Desde o início da manhã desta segunda (13), 71 policiais civis do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior – 8 (Deinter – Presidente Prudente) participam de ação policial denominada Argentari, “fazendo referência ao período romano, onde os banqueiros eram os profissionais de depósitos, realizavam a coleta do dinheiro, guardavam e os emprestava para outros clientes”.

A operação se destina ao cumprimento de 13 mandados de prisão temporária, 13 mandados de busca e apreensão domiciliares, além do sequestro de mais de R$ 4,5 milhões em bens, frutos dos ilícitos, que estão em nome dos integrantes da organização, após representação ofertada pela Polícia Civil.

Mais de R$ 500 mil em dinheiro foram apreendidos nesta segunda-feira (13) — Foto: Polícia Civil

As investigações tiveram início em 2017, na Delegacia de Polícia de Euclides da Cunha Paulista/SP, e foram concluídas pela 1ª Delegacia de Polícia de Investigações Gerais – DIG, da Divisão Especializada de Investigações Criminais – DEIC/D8.

Trata-se de um sofisticado esquema criminoso voltado à obtenção fraudulenta de empréstimos bancários e lavagem de dinheiro, os quais eram concedidos a empresas fantasmas, compostas por “laranjas”.

O grupo contava com a participação de um gerente geral de agência bancária (demitido) e um contador para a organização burocrática, além de vários empresários que adquiriam empresas inativas, promoviam as alterações de seus quadros societários e objetos sociais, transformando-as em empresas transportadoras e, então, após comprovarem falsamente rendimento milionário em nome daquelas empresas fantasmas, obtinham empréstimos bancários de valores exorbitantes, os quais eram aprovados de maneira também fraudulenta pelo então gerente. Os prejuízos à instituição financeira passam de R$ 13 milhões.

Mais de R$ 500 mil em dinheiro foram apreendidos nesta segunda-feira (13) — Foto: Polícia Civil

Um dos integrantes do grupo, ainda se fazia passar por delegado de Polícia Federal, aplicando outros golpes, alguns deles praticados em detrimento de outros comparsas, o que ainda segue sob investigação.

Durante as ações policiais, desenvolvidas em cinco cidades e em dois Estados – Umuarama/PR; Monte Castelo/SP; Tupi Paulista/SP; Osvaldo Cruz/SP e São João do Pau D’Alho/SP, foram apreendidos e sequestrados treze veículos, três caminhões, além de ter sido determinado o sequestro de cinco imóveis e o bloqueio de valores em contas corrente dos envolvidos pelo Banco Central, conforme solicitado pela autoridade policial, além de dinheiro em espécie que era guardado na casa de um dos integrantes.

Mais de R$ 500 mil em dinheiro foram apreendidos nesta segunda-feira (13) — Foto: Polícia Civil

Também foram apreendidos diversos contratos sociais e documentos relacionados, os quais serão ainda analisados durante a investigação.

Por enquanto seguem presas 12 pessoas e foram cumpridas todas as buscas domiciliares. Os presos após a conclusão das ações de polícia judiciária, serão encaminhados para Unidades Prisionais da região.

Os documentos e materiais apreendidos nesta data serão periciados e instruirão novas fases da investigação.

Na tarde desta terça-feira (14) o Banco do Brasil encaminhou uma nota à redação da Rede TV Sul/TV Caiuá. “O Banco do Brasil informa que realiza investigações sobre fraudes internas e externas praticadas contra a instituição e comunica tais ocorrências às autoridades policiais. O BB adotou todas as providências no seu âmbito de atuação e colabora com as investigações.”

Fonte: Polícia Civil do Estado de São Paulo