Paraná completou mais uma semana sem novos casos de sarampo

A Secretaria da Saúde do Paraná contabiliza 63 dias sem novos casos da doença. São necessários 90 dias para que a situação de surto seja afastada

Por Programa do Tatu

29 de junho de 2020, 11h18

A Secretaria da Saúde do Paraná divulgou na sexta-feira (26) mais um Informe Epidemiológico sobre o sarampo e contabiliza 63 dias sem novos casos da doença. São necessários 90 dias para que a situação de surto seja afastada.

O monitoramento do sarampo começou em agosto de 2019, quando foi confirmado o primeiro caso, em Campina Grande do Sul, após 20 anos sem registros da doença no Estado. Até o dia 24 deste mês, quando foram fechados os dados do boletim desta sexta-feira, o Paraná somava 3.433 notificações para o sarampo; 1.536 são casos confirmados; 1.020 estão em investigação e 877 descartados para a doença.

Os dois últimos casos confirmados de sarampo foram registrados em 24 de abril, em Piraquara. Os pacientes receberam tratamento adequado, com medidas de isolamento domiciliar  e também vacinação das pessoas mais próximas.

PRÓXIMOS – Em relação ao informe anterior, a publicação de hoje traz 256 casos a mais. A Coordenação de Vigilância Epidemiológica explica que são casos que já estavam em investigação e por isso não são considerados novos.

“Estamos próximos de sair da situação de surto e por isso reafirmamos a importância da vacina, principalmente diante da pandemia. Estar imunizado é estar protegido”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

PRAZO–  Ofício do Ministério da Saúde enviado a todos estados informa que o prazo da campanha de vacinação contra o sarampo foi prorrogado, de 30 de junho para o dia 31 de agosto. Desta forma, a vacinação para pessoas na faixa etária de 20 a 49 anos, segue em todo o Paraná.

“A Secretaria da Saúde recomenda, de acordo com as orientações do MS, que a operacionalização da vacinação nos municípios siga medidas de proteção para se evitar o risco do contágio da Covid-19.

“Indicamos que as secretarias municipais de saúde realizem atividades de vacinação em locais amplos e arejados, sempre evitando aglomerações”, ressalta a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

COBERTURA –  “Temos uma redução no surto do sarampo, muito em função do distanciamento social estabelecido pela pandemia do coronavírus, porém o vírus da doença ainda circula e milhares de pessoas ainda não estão imunizadas”, complementa a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde, Acácia Nasr. “A vacina está disponível em todos os municípios do Estado. Orientamos que o público alvo busque a vacina do sarampo que é segura e previne contra a doença”, afirma.

ROTINA – Além da campanha, a vacina contra o sarampo é aplicada na rotina da imunização, de acordo com o calendário nacional de vacinação. A Secretaria da Saúde recomenda que os pais fiquem atentos às datas na caderneta de vacinação dos filhos para o recebimento das doses no período correto.

O Ministério da Saúde preconiza a imunização de 95% de cobertura vacinal nas faixas etárias estabelecidas. “É a chamada “ imunização de rebanho”, expressão utilizada em saúde pública para indicar que determinada população foi abrangida com efeito da vacina”, explica a coordenadora.

Para avaliar a proporção da cobertura da vacinação contra o sarampo, o MS contabiliza o número doses aplicadas nas faixas etárias de 12 e de 15 meses. Nestas duas faixas o Paraná está abaixo do indicado com 64% e 63%, respectivamente.

SARAMPO – O sarampo é uma infecção viral, aguda, altamente contagiosa, transmitida por via aérea, através da fala, espirro, tosse e respiração. Pode acometer todas as faixas etárias. O vírus do sarampo pode levar a complicações como encefalite, meningite e pneumonia.