Mulheres virgens precisam e devem ter acompanhamento ginecológico

O exame preventivo (Papanicolau) é essencial para a saúde feminina e deve ser realizado por todas as mulheres, independente de terem ou não atividade sexual. A Dra. Tânia Perci indica que, a partir dos 25 anos as mulheres virgens devem fazer o preventivo, para acompanhar a saúde do útero e colo do útero.

Por Programa do Tatu

12 de abril de 2021, 15h51

Médica ginecologista, obstetra e mastologista, Dra. Tânia Regina A. Perci (CRM-PR 13.225).

É comum o pensamento de que mulheres virgens não precisem de acompanhamento ginecológico, justamente por não terem vida sexual ativa. No entanto, segundo a médica ginecologista, obstetra e mastologista, Dra. Tânia Regina A. Perci (CRM-PR 13.225), tal pensamento não é correto, e ainda pode acarretar em complicações futuras.

“Virgens ou mulheres que não mantêm relações sexuais há muitos anos também precisam fazer acompanhamento ginecológico. Existem doenças do aparelho reprodutivo que afetam a mulher, mesmo que não tenham contato sexual”, afirma a especialista.

Exame preventivo

O exame preventivo (Papanicolau) é essencial para a saúde feminina e deve ser realizado por todas as mulheres, independente de terem ou não atividade sexual. A Dra. Tânia Perci indica que, a partir dos 25 anos as mulheres virgens devem fazer o preventivo, para acompanhar a saúde do útero e colo do útero.

Para aquelas que já iniciaram a vida sexual, o exame deve começar a ser colido logo depois da primeira relação sexual e deve ser repetido todos os anos.

“É através desse exame que conseguimos detectar possíveis problemas, como a presença do vírus HPV, causador do câncer de colo uterino”, esclarece, destacando que, se diagnosticado precocemente, as chances de cura são altíssimas.

Muitas mulheres adiam a prevenção e só procuram o ginecologista quando surgem sintomas, como sangramento fora do período menstrual, mau cheiro, dores. “Quando isso acontece o câncer já pode estar em estágio avançado, sendo necessário o uso de métodos totalmente invasivos para o tratamento”, alerta a ginecologista.

Saúde íntima

A saúde intima é extremamente importante, e por ser uma região interna e de difícil percepção, o acompanhamento de um especialista é essencial e não deve ser adiado.

“Sintomas que parecem simples, como corrimento e coceira em mulheres e/ou meninas virgens, não devem ser ignoradas, já que muitas infecções genitais podem ocorrer sem qualquer fase da vida”, orienta Dra. Tania.

Segundo ela, a secreção vaginal, por exemplo, pode ter causas fisiológicas, orgânicas ou psicológicas. E pode variar de intensidade, de acordo com as influências hormonais, como as fases do ciclo menstrual, uso de hormônios, gravidez, e até a excitação sexual.

“Quando o equilíbrio entre estes fatores se rompe é que ocorrem os processos inflamatórios e infecciosos, causando o corrimento vaginal, que geralmente se caracteriza por aumento do fluxo associado à coceira vulvovaginal, dor ou ardor ao urinar e sensação de desconforto pélvico”, elenca a médica.

Diversos fatores facilitam a causa de infecções e de possíveis doenças, por isso, o acompanhamento especializado deve ser rotina para a manutenção da saúde íntima feminina.

OUTRAS DÚVIDAS SOBRE OS CUIDADOS ÍNTIMOS DAS VIRGENS:

Devo ir ao ginecologista só quando não for mais virgem? 

Dra. Tânia – Não. O ideal é que a primeira consulta ginecológica aconteça no início da puberdade, mesmo antes da primeira relação sexual. Além da avaliação da saúde, a menina poderá receber orientações valiosas para toda a sua vida.

Ter corrimento, mesmo sendo virgem, é normal?

Dra. Tânia – Corrimento e coceira podem ser sinais de infecção vaginal, provocados pela baixa da imunidade e consequente proliferação das bactérias vaginais e por reação à corpo entranho, como no caso de tampões e preservativos. Procure um especialista.

SOBRE A ESPECIALISTA

Dra. Tânia Regina A. Perci (CRM-PR 13.225) é especialista em saúde feminina. Atende nas áreas de ginecologia, obstetrícia, mastologia, vídeo colposcopia e videolaparoscopia cirúrgica.

 

 

 

 

Associação Médica de Umuarama – AMU