Leilão de veículos apreendidos do tráfico resulta em mais de R$ 525 mil

Com a arrecadação deste leilão, chega a R$ 2,3 milhões o resultado obtido pelo Estado, somando outros três realizados no ano anterior, também de veículos apreendidos em processos judiciais envolvendo tráfico de drogas

Por Programa do Tatu

25 de março de 2020, 08h47

O primeiro leilão de veículos apreendidos em processos judiciais envolvendo tráfico de drogas, deste ano, no Paraná, arrecadou mais de R$ 525 mil. Realizado segunda-feira (23), em Foz do Iguaçu, o leilão aconteceu apenas de forma online, pelo site da leiloeira, devido a decreto governamental que orienta a não realização de eventos durante o combate à pandemia do coronavírus o Paraná.

Foram leiloados 61 veículos que estavam nos pátios das delegacias de Guaíra, Foz do Iguaçu, Cascavel e Matelândia.  Com a arrecadação deste leilão, chega a R$ 2,3 milhões o resultado obtido pelo Estado, somando outros três realizados no ano anterior, também de veículos apreendidos em processos judiciais envolvendo tráfico de drogas. Esses três resultaram em mais de R$ 1,8 milhão. A iniciativa é toda conduzida pela Secretaria da Segurança Pública, por meio do Departamento Estadual de Políticas Públicas Sobre Drogas, em conjunto com a Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“A realização destes leilões beneficia a segurança pública em duas vertentes: retira os veículos que estavam apreendidos e guardados nos pátios das unidades, e também permite que o dinheiro arrecadado seja investido nas ações de combate ao tráfico de drogas”, explica o secretário da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares.

RETORNA AO ESTADO – O diretor do Departamento Estadual de Políticas Públicas Sobre Drogas, delegado Renato Figueiroa, explica que parte de todo o valor lucrado pelo Governo Federal será enviado novamente para o Paraná. “O retorno financeiro destes recursos vem para o Estado na porcentagem de 20 a 40% do valor arrecadado”, diz ele.

“A iniciativa permite desafogar pátios de delegacias e começar a fazer com que esses bens apreendidos se revertam em recursos, tanto para o Estado, quanto para o Governo Federal, para que possam ser aplicados em políticas públicas sobre drogas”, destaca.

De acordo com a lei, uma parcela do valor fica nos cofres públicos até o final do processo judicial. Caso seja comprovado que o veículo não serviu de instrumento para o crime, o recurso é devolvido ao dono. Se for considerado patrimônio público, ficará com os cofres público.