Redefarma

Jovens aprendizes conhecem o funcionamento do aterro sanitário

O objetivo da visita foi preparar os jovens para disseminar os conhecimentos a estudantes de 9 a 11 anos, que futuramente visitarão o Senac para palestras e orientações na área ambiental.

Por Cidade Urgente

30 de agosto de 2018, 11h18

Alunos da disciplina de Serviços Administrativos do Programa Jovem Aprendiz do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) visitaram o Aterro Sanitário na manhã desta quarta-feira, 29, para conhecer na prática como a Prefeitura de Umuarama gerencia os resíduos recolhidos diariamente na cidade. O grupo, de 24 alunos, foi acompanhado pela professora Patrícia Aguiar e conduzido pelo técnico Valério Silva, da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente.

O objetivo da visita foi preparar os jovens para disseminar os conhecimentos a estudantes de 9 a 11 anos, que futuramente visitarão o Senac para palestras e orientações na área ambiental. “Queremos ampliar a conscientização sobre o uso dos recursos naturais, bem como a importância da destinação correta dos resíduos e da reciclagem para a preservação do meio ambiente”, disse a professora Patrícia.

O diretor de Meio Ambiente da Prefeitura, Matheus Michelan Batista, explicou que é importante conhecer o aterro sanitário, considerado modelo na gestão de resíduos, para contribuir com a destinação do lixo. “Mantemos um controle rígido dos procedimentos, da infraestrutura e manutenção do aterro, pois o volume produzido pela população é bem expressivo e precisamos armazenar de forma adequada para aproveitar o espaço e proteger o ambiente de contaminação”, afirmou. “Conhecendo o processo, as pessoas têm mais noção da importância da preservação”, completou.

Valério Silva informou que pouco mais de 20% dos materiais recicláveis descartados pela população acabam entregues à coleta seletiva. Mesmo assim, o trabalho da Cooperativa dos Catadores de Recicláveis de Umuarama (Cooperuma) evitou que mais de 1.500 toneladas de resíduos fossem descartados no aterro, no ano passado.

O maior volume de material é composto por papel, papelão e similares – média de 49,5 mil quilos por mês. Vidro (30 toneladas/ mês) e plásticos – garrafas PET, sacolas, cristal, pet de óleo, baldes, bacias a ráfia, entre outros resíduos (média de 24,5 mil quilos) são outros materiais de grande volume na reciclagem. “No ano passado foram recolhidos cerca de 200 quilos de cobre, mil quilos de alumínio e 500 kg de outros metais a cada mês, além de peças de informática, celulares e óleo de cozinha usado”, completou o técnico.

O restante – quase 80% dos recicláveis gerados pela população – acaba no aterro, misturado ao lixo comum. “A média é de 12 toneladas diárias de recicláveis recolhidos, dos quais aproveitamos 8,5 toneladas/dia. O restante é descartado no aterro, infelizmente”, acrescenta. O diretor Matheus Batista orienta que é preciso aumentar a separação de recicláveis. “Existe um trabalho com educação ambiental, palestras e visitas de estudantes ao aterro e à cooperativa, que garante o sustento de 25 famílias. Mas a conscientização precisa partir da população, para separar mais recicláveis”, completou.

Odonto San
Planalto