Gaeco e Gepatria cumprem mandados em Umuarama e mais 10 municípios por suspeita de fraude

Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nos municípios de Umuarama, Perobal, Pérola, Tuneiras do Oeste, Cruzeiro do Oeste, Loanda, Porto Rico, Nova Aliança do Ivaí (todas no Noroeste do estado), Santa Cecília do Pavão (Norte Pioneiro), Pitanga (Centro-Sul) e Barracão (Sudoeste)

Por Programa do Tatu

14 de outubro de 2020, 15h55

O Ministério Público do Paraná deflagrou na manhã desta quarta-feira, 14 de outubro, a Operação Networking, que investiga organização criminosa responsável por fraudar procedimentos licitatórios em diversos municípios do estado. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nos municípios de Umuarama, Perobal, Pérola, Tuneiras do Oeste, Cruzeiro do Oeste, Loanda, Porto Rico, Nova Aliança do Ivaí (todas no Noroeste do estado), Santa Cecília do Pavão (Norte Pioneiro), Pitanga (Centro-Sul) e Barracão (Sudoeste). Os mandados foram cumpridos em empresas, residências e gabinetes de órgãos públicos.

Segundo as investigações, conduzidas pelo Núcleo de Cascavel do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo de Umuarama do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), as fraudes ocorreriam a partir da falsificação de documentos em licitações voltadas à contratação, pelas administrações municipais, de empresas para prestação de serviços de apoio técnico, fornecimento de softwares de gestão, portais da transparência e soluções tecnológicas de segurança de rede. Os contratos investigados somam mais de R$ 4 milhões.

Foto: Eduardo Sebim/Rede TV Sul

Foram apreendidos documentos, computadores e aparelhos celulares que serão analisados para possível comprovação dos fatos criminosos já identificados a partir de interceptações telefônicas e quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático.

Foto: Eduardo Sebim/Rede TV Sul

A pedido do Ministério Público do Paraná, outras medidas cautelares também foram deferidas pelo Juízo, como a proibição de as empresas investigadas contratarem com o poder público e a suspensão de contratos administrativos vigentes, visando à interrupção das práticas ilegais.

NOTA DA PREFEITURA DE UMUARAMA SOBRE A OPERAÇÃO NETWORKING

A Secretaria Municipal de Gabinete e Gestão Integrada informa que a Prefeitura de Umuarama não faz parte da Operação Networking, que investiga organização responsável por fraudar procedimentos licitatórios em diversos municípios do Paraná, Mandados de busca e apreensão cumpridos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MPPR) em Umuarama envolveram residências e empresa de tecnologia que comercializa aplicativos para prefeituras da região e órgãos públicos.

A Prefeitura de Umuarama informa que não possui contrato com a empresa investigada. O Gaeco é responsável por investigações, atividades de combate e ações penais relacionadas ao crime organizado e ao controle externo da atividade policial. Uma equipe de agentes esteve na cidade cumprindo mandados de busca e apreensão referentes à suposta participação desta empresa da cidade em fraudes relacionadas a licitações em cerca de 20 municípios do Paraná, incluindo alguns do Noroeste do Estado.

As investigações foram conduzidas pelo núcleo de Cascavel do Gaeco e pelo núcleo de Umuarama do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria). Nenhum órgão público de Umuarama fez parte ou foi sequer foi citado nas investigações, como esclareceu a própria equipe do Gaeco em reportagem no “Programa do Tatu”, na TV Caiuá/ Rede TV, edição desta quarta-feira.
A presente nota tem por finalidade esclarecer a população de Umuarama em razão de ilações criminosas que estão sendo feitas em redes sociais e sites, associando a Prefeitura às investigações. O município poderá inclusive denunciar os responsáveis à Justiça para responderem criminalmente por essa atitude.