Gaeco cumpre 11 mandados de busca em desdobramento da Operação Networking

Operação Networking investiga grupo criminoso responsável por fraudar procedimentos licitatórios em diversos municípios do estado.

Por Programa do Tatu

16 de outubro de 2020, 10h52

Gaeco fez buscas nesta quinta-feira (15) — Foto: MP-PR/Divulgação

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpriu na manhã desta quinta-feira, 15 de outubro, 11 mandados de busca e apreensão em continuidade à Operação Networking, iniciada na quarta-feira (14), que investiga grupo criminoso responsável por fraudar procedimentos licitatórios em diversos municípios do estado.

Os mandados desta quinta-feira (15) foram cumpridos na Câmara de Vereadores de São Carlos do Ivaí e nas Prefeituras de Cidade Gaúcha, Francisco Alves, Tuneiras do Oeste, Jussara, Icaraíma, Nova Londrina, Porto Rico, Nova Aliança do Ivaí (todas cidades no Noroeste do estado), Farol (Centro-Ocidental) e Iporã (Norte-Central). São alvos da investigação contratos firmados pelas prefeituras desses municípios.

Outros alvos – Também são investigados na Operação Networking contratos firmados pelas administrações municipais de Abatiá, Assaí (ambas no Norte Pioneiro), Brasilândia do Sul, Cafezal do Sul, Douradina, Alto Piquiri, Maria Helena e Itaúna do Sul (na região Noroeste). Já nos municípios de Umuarama, Pérola, Perobal, Cruzeiro do Oeste, Loanda (todos no Noroeste), Barracão (Sudoeste) e Pitanga (Centro-Sul), onde foram cumpridos, nesta quarta-feira (14), 18 mandados de busca e apreensão na primeira fase da Operação Networking, os alvos foram residências de pessoas investigadas e sedes de empresas, já que os contratos dessas prefeituras não são objeto de investigação. Todas as medidas foram deferidas pelo Juízo da 2ª Vara Criminal de Umuarama.

Falsificação – De acordo com as investigações, conduzidas pelo Núcleo de Cascavel do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo de Umuarama do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), as fraudes ocorreriam a partir da existência de uma espécie de cartel envolvendo empresas de um mesmo grupo familiar e aliadas. Além disso, após tomarem conhecimento das investigações, o grupo familiar passou a substituir documentos em procedimentos licitatórios já finalizados realizados pelos órgãos públicos alvos das buscas realizadas no dia de hoje. Os contratos investigados, voltados à contratação, pelas administrações municipais, de empresas para prestação de serviços de apoio técnico, fornecimento de softwares de gestão, portais da transparência e soluções tecnológicas de segurança de rede, somam mais de R$ 4 milhões.