Consulta pública aprova modelo cívico-militar em 115 colégios do Paraná

Em Umuarama, dos três colégios selecionados para o projeto, o resultado de dois já havia sido divulgado na ainda na noite de quinta-feira (29). O resultado dos dois colégios foi favorável à implantação do novo modelo de escola

Por Programa do Tatu

30 de outubro de 2020, 08h37

Balanço parcial desta quinta-feira (29), terceiro dia da consulta pública sobre a migração de escolas do sistema tradicional para o modelo cívico-militar, mostra que a alteração foi aprovada em 115 escolas onde o quórum de votação foi alcançado. O período de votação segue até as 21 horas e também ao longo da sexta-feira.

O balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte no final da tarde aponta que mais de 65 mil pais, estudantes, funcionários de escola e professores que já registraram a opinião sobre a proposta de alterar o modelo de escolas. No total, 217 instituições de ensino, em 117 municípios do Paraná, estão com processo de consulta pública aberto para que a comunidade escolar vote.

“Ao ofertar essa opção, o Governo do Paraná atende a um anseio muito antigo da sociedade paranaense. A maioria das famílias quer a mudança do modelo”, afirma o secretário estadual da Educação e do Esporte, Renato Feder. A votação continua na sexta-feira, das 8 às 20 horas, nas escolas em que o quórum absoluto não tenha sido alcançado ainda.

APROVAÇÃO 

Para que a implementação seja efetivada, é preciso que mais de 50% das pessoas aptas a votar na escola participe da consulta e que a maioria simples dos votantes (50% e mais um voto) seja favorável ao programa — o maior do país na área, com investimento de cerca de R$ 80 milhões, direcionado a 129 mil alunos. Nos colégios onde a migração for aprovada, haverá implementação da modalidade cívico-militar em 2021.

As escolas contarão com aulas adicionais de Português, Matemática e Civismo, permitindo aos estudantes que aprendam sobre leis, Constituição Federal, papel dos três poderes, ética, respeito e cidadania. No Ensino Médio, haverá, ainda, a adição da disciplina de Educação Financeira.

Além de questões curriculares, outra mudança trazida pela nova modalidade de ensino — que será aplicada em escolas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio — é a gestão compartilhada entre civis e militares. O diretor-geral e o diretor-auxiliar permanecem sendo civis e as aulas continuam sendo ministradas por professores da rede estadual, enquanto o diretor cívico-militar será responsável pela infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança, disciplina e atividades cívico-militares. Haverá, também, de dois a quatro monitores militares, conforme o tamanho da escola.

CONSULTA PÚBLICA

É necessário levar documento pessoal com foto para a votação, e recomenda-se que cada pessoa leve sua própria caneta. Pais ou responsáveis votam de acordo com o número de matriculados sob sua tutela na escola, ou seja, uma mãe com três filhos pode votar até três vezes.

Estão sob consulta da comunidade colégios em regiões com alto índice de vulnerabilidade social, baixos índices de fluxo e rendimento escolar, conforme a legislação aprovada pela Assembleia Legislativa. As escolas também precisam estar em municípios com mais de dez mil habitantes e que tenham ao menos duas escolas estaduais na área urbana.

UMUARAMA

Em Umuarama, dos três colégios selecionados para o projeto, o resultado de dois já havia sido divulgado na ainda na noite de quinta-feira (29). O resultado dos dois colégios foi favorável à implantação do novo modelo de escola. O resultado do terceiro colégio deverá sair na manhã desta sexta (30).

Confira:

Colégio Estadual Monteiro Lobato

Total de votos: 344

Votos favoráveis ao projeto: 290

Votos contra o projeto: 54

Colégio Estadual Zilda Arns  

Total de votos: 321

Votos favoráveis ao projeto: 240 (75%)

Votos contra o projeto: 81 (25%)