Conheça a história de pais que mudaram rotinas para ficar com filhos na Uopeccan

No dia 09 de agosto é comemorado o Dia dos Pais e muitos deles passam a data em um hospital acompanhando o tratamento oncológico do filho. O período mais difícil para lidar com o câncer é quando a família descobre a doença

Por Programa do Tatu

8 de agosto de 2020, 17h38

Rodrigo Soares Peixoto e o seu filho Fernando

No dia 09 de agosto é comemorado o Dia dos Pais e muitos deles passam a data em um hospital acompanhando o tratamento oncológico do filho. O período mais difícil para lidar com o câncer é quando a família descobre a doença.

No dia 18 de outubro de 2017, o Fernando Scarcelli Peixoto, na época com apenas um ano de idade, foi diagnosticado com leucemia. “No momento que eu recebi a confirmação, um grande buraco se abriu diante de mim, como se não houvesse solução”, afirma o pai, Rodrigo Soares Peixoto.

Neste momento os familiares se uniram ainda mais em busca da cura e a fé tem sido uma das aliadas para combater a doença. “Em meio as lágrimas, súplicas e orações, vi que aquilo não era o fim, ainda havia esperança”.

Rodrigo reside em Laranjeiras do Sul e o Hospital do Câncer Uopeccan de Cascavel tem se tornando o seu segundo lar, onde passa diariamente acompanhando o tratamento do filho de 4 anos. Há cinco meses, cada dia é um novo desafio. A rotina precisou ser adaptada entre o trabalho e o hospital, os eventuais trabalhos precisaram ser alterados para o período da noite.

“Aprendi que o tratamento contra o câncer requer paciência, e que cada dia deve ser vivido como sendo único. Estamos vivendo um dia de cada vez, aprendendo a ter paciência e renovando a fé”, destacou o pai.

O Hospital do Câncer Uopeccan oferece atendimento para a região Oeste, Sudoeste, Noroeste e Centro Oeste do Paraná, além do Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraguai e Argentina. Várias famílias saem de suas cidades e estados para realizar o tratamento.

O Davi Vital da Silva, de 11 anos, morador de Cafelândia, descobriu em dezembro do ano passado que tem sarcoma, tipo de câncer que se origina nos tecidos conjuntivos do organismo.

O pai, Everson Batista da Silva, é presente em todo o tratamento do filho. “Não é uma tarefa fácil, mas compartilho esses momentos com minha mãe, que tem nos ajudado cuidar do meu filho com todo amor e carinho, acredito que é muito importante a presença da família”.

Segundo a oncologista pediátrica do Hospital do Câncer Uopeccan de Cascavel, Aline Rosa, é fundamental a participação e o envolvimento da família durante o tratamento oncológico.

“Na minha vivência diária com estas crianças e familiares, acredito que a base e a união familiar são de extrema importância. O carinho e o amor incondicional ajuda na busca da cura”.

Everson Batista da Silva e o seu filho Davi Vital da Silva